Crescimento de delivery e e-commerce força inovações na logística de frotas

Wash Me 31 de maio de 2022

Alguns dos desafios do setor são implementar o rastreamento de frotas, democratizar o acesso e trabalhar melhorias no contato com o cliente

O crescimento do delivery e e-commerce era algo esperado para 2020 e adiante, o que ninguém imaginava era a proporção que esse meio tomaria durante a pandemia por conta do isolamento social. Pessoas que nunca haviam utilizado a internet para a compra e venda, de repente, estavam lá fazendo novos negócios.  Segundo a 45ª Webshoppers, o faturamento do e-commerce foi de R$143,6 bilhões em 2020, para R$182,7 bilhões em 2021, se mantendo nesse nível de vendas em 2022.

“Até certo volume é possível fazer na mão. Mas, quando a demanda aumenta, a tecnologia entra para resolver o problema e melhorar a operação”, diz o presidente e fundador da RoutEasy, Caio Reina.

A RoutEasy é justamente uma startup que usa IA (inteligência artificial) para solucionar e otimizar a gestão de entregas de pedidos e produtos. Segundo Caio, a demanda mudou crescentemente por conta da nova importância que o comércio eletrônico passou a ter. Portanto, empresas precisam começar a apostar em sistemas e softwares de automação para dar conta desse aumento considerável de demanda, inclusive as de entregas e deliverys que possuem frotas

 

Por outro lado, quem já estava acostumado a comprar online, também aumentou o volume de pedidos, e está mais exigente, pois aprendeu a comparar a qualidade dos serviços. Vários fatores agora são analisados com cuidado, como tempo e forma de entrega, cuidado e mais implicam diretamente na decisão de compra, além de claro, o preço.

“A sociedade ganhou experiência, aprendeu o que é um bom e-commerce, e tem subido a barra. Precisamos oferecer um serviço superior”,

– Rodrigo Mourad, presidente e cofundador da Cobli, empresa de rastreamento de frotas.

Em cada setor um tipo de veículo se destaca, por exemplo: para vendas de refeições e alimentos, motos e bicicletas são a maioria, já nos demais setores, o transporte principal geralmente é por veículos motorizados. E ainda, dentro dessa área, uma das opções que vem tendo mais adesão é a terceirização desses transportes, as frotas.

Antes realizadas pelas próprias empresas com suas próprias frotas, as entregas agora são de responsabilidade de parceiras como locadoras/transportadoras que ajudam a dar conta da alta demanda de pedidos, além de possibilitarem adaptações a cada empresa com veículos de diferentes formas de utilização que atendem da melhor maneira possível suas necessidades:  

“Passamos a oferecer a frota certa para atender de pequenos a grandes e-commerces. Temos carros de três a 13 metros cúbicos”

– Jamyl Jarrus Junior, diretor executivo da Movida.

A logística brasileira vem mudando com toda tecnologia e IA, pois precisa acompanhar tal tendência mundial. No passado o diferencial das empresas estava no tamanho da frota de caminhões que possuía, hoje o diferencial se encontra nos sistemas, softwares e automações usados para darem conta da demanda com eficiência. Isso porque o setor virou a chave dentro das companhias em relação a redução de custos, visto que os custos logísticos são 12% do faturamento bruto das empresas.

Atualmente no Brasil, as frotas terceirizadas representam apenas 15% do transporte no país, já em maiores mercados como Estados Unidos e Europa, o número chega a cerca de 70%. Discrepante diferença. E essa é uma das inovações que o mercado exige.

Embora no país haja avanços, ainda há muito a ser trabalhado e um dos maiores desafios é alcançar todos os lugares. Em grandes metrópoles, o crescimento do e-commerce é muito alto e já está instalado no dia a dia das pessoas, porém, em pequenas cidades o número ainda é bem pequeno e com um problema considerável. Não tendo o mesmo fluxo que nas grandes cidades, o custo do frete acaba ficando muito alto, não rendendo vendas que valham a pena, e assim, não sendo possível criar oportunidades para baixar esse valor

Ademais, apesar da grande demanda, as cidades grandes também possuem seus empasses, sobretudo em relação ao trânsito. É necessário pensar em soluções que facilitem os caminhos, como avisos de desvios em vias congestionadas ou com acidentes e comunicação com o consumidor, afinal, se ele já tiver como receber a encomenda na mesma hora/dia já se ganha um certo tempo.

“Esses são desafios tecnológicos para um nível de eficiência e excelência maior. As empresas precisam implementar novas tecnologias para resolver esses gargalos. Isso traz benefícios para a cadeia como um todo, para que seja sustentável”, diz Mourad.

Inclusão é a palavra

Como citado, um dos grandes desafios é chegar a locais que nenhum veículo ainda vá.

“Há pessoas que não têm um CEP; ou não há ninguém em casa para receber; ou, por questão de segurança, os entregadores não chegam lá. A gente precisa atender essa população”

Marcio Hannas, presidente da CCR Mobilidade.

Considerando esses consumidores, a empresa CCR Mobilidade criou um serviço em parceria com a Clique Retire em São Paulo (por enquanto). O serviço consiste em boxes instalados nas linhas 4 Amarela e 5 Lilás do metrô, que possibilita a retirada do pedido.

“É uma forma de servir às pessoas que não teriam a entrega em casa, mas também um serviço opcional para nossos passageiros. Por fim, podemos melhorar os custos de entrega das empresas de e-commerce, que poderiam evitar a última milha e deixar o produto em nossos boxes” diz Hannas

Eficiência logística

Operações completamente ajustadas, minimização de erros e oferta de qualidade dos serviços, cumprimento de prazos, entrega dos produtos intactos, comunicação assertiva e mais caracterizam a eficiência logística para um e-commerce, fazendo uma completa diferença no relacionamento com os consumidores.

Portanto, é importante que o e-commerce trabalhe com transportadoras e operadores preocupados em melhorar cada vez mais a eficiência, investir em automação, TI, aumentar capilaridade, criar opções de entrega, aumentar e atualizar as frotas, e mais. Não menos importante (longe disso) tais empresas precisam além de se preocupar, investir em sustentabilidade e promover uma logística verde, tendo em vista o grande crescimento de ESG no ramo empresarial. Uma das opções para se começar a entrar nesse universo é a adesão da lavagem ecológica, por exemplo. A economia de água é de suma importância para as companhias e meio ambiente.

Contudo, podemos concluir que essa área está sempre em constante mudança e toda e qualquer empresa que queira sobreviver a esse novo mercado de comércio precisa se adaptar às mudanças.

Faz sentido para você? Comente aqui sua opinião sobre as mudanças que vêm enfrentando e as soluções escolhidas! 


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